Na hora entrei em choque. Derrubei a bolsa que estava na minha mão e me encostei no carro. Não sabia o que falar, apenas olhei para ele e ele estava com a cabeça baixa, olhando fixamente pro chão.
— Ai ai…eu adoraria ficar aqui conversando com vocês mas eu tenho que ir no shopping com a Tefa comprar algumas roupinhas para o bebê, será que vai ser menino ou menina papai? – saiu rindo.
E mais uma vez o meu mundo desabou, as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Eu não conseguia acreditar no que eu tinha acabado de ouvir.
— Então eh verdade…. Por que você não me contou Luan?
— Eu ia te contar Gaby… eu só tava criando coragem, eu não sei como foi acontecer. – me olhou com os olhos cheios de lágrimas.
— Um filho… com a Stefane… – eu tentava acreditar, mas a ficha não caia. — Na minha vida nada dá certo mesmo!
— Não fala assim Gaby… eu vou assumir o meu filho! Mas a gente vai continuar junto. Eu te amo e nada vai atrapalhar a gente! – ele tentou me abraçar, mas eu me afastei.
— Não é assim Luan… é uma criança! Ela vai precisar de você ao lado dela sempre… e a Stefane também, eu tenho certeza que ela vai usar essa gravidez pra nos separar e não é justo com essa criança, ela não tem culpa do que aconteceu entre vocês, ela precisa de uma família unida Luan, eu cresci sem pai e só eu sei o quanto dói! - disse aos prantos.
— Amor… não faz assim! Nada vai nos separar! Eu prometo! – ele segurou a minha mão e limpou o meu rosto.
— Eu preciso pensar um pouco Luan, essa situação é muito difícil pra mim. – peguei minha bolsa do chão, dei um beijo em seu rosto e entrei aos prantos.
Corri para o meu quarto, tranquei a porta e sentei no chão. A minha vida estava perfeita, tudo parecia um sonho e em questão de segundos eu acordo desse sonho e tudo desmorona ao meu redor, o pesadelo começava novamente.
No dia seguinte liguei pro Luan marcando um encontro, ele foi até a minha casa, eu queria conversar com ele, tinha passado a noite inteira pensando no que tinha acontecido. Ele chegou em 10 minutos, entrou e eu estava sentada na cama.
— Senta ai vai… - disse acabada, ele sentou e pegou na minha perna, olhei pra ele e levantei.
— Mor… - ele coloco a mão no rosto. — Me perdoa vai?! Eu vou assumir! Eu vou ser um pai presente, eu juro amor!
— Luan você sabe que minha mãe um dia também ouviu isso… e no que deu? Eu cresci sem um pai… cara é uma vida, uma criança.
— Mor eu vou ser um pai presente eu juro pelo nosso amor , mais não me deixa Gaby! Se você me deixar eu desisto de tudo! Sem você eu não vou conseguir amor, eu preciso da tua força, do teu apoio. É difícil pra mim! Tem a minha carreira e o nosso amor…. - disse ele levantando inconsolável
— Ela ta grávida de quanto tempo?- ele olhou pra mim como quem quer fugir do assunto.
— Isso não importa amor…
— Como não importa? Luan pode ser uma armação…
— Não é amor… a data da certo com a última vez que a gente foi pra cama. - falou e olhou pro chão.
— De quantos meses mor? Me fala, assim a gente pode pensar juntos… pode ser uma armação sim! Temos que pensar em todas as possibilidades de não ser verdade.
— Amor… se é uma armação eu não sei, mais a data bate! Eu fiz a conta ontem a noite… ela ta de um mês e 2 semanas.
Pensei um pouco e como um estalo percebi que aquela data….. olhei pra ele sem entender……………
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