Sai correndo e andei horas pela rua sem saber onde ir, minha única amiga tinha morrido, eu não tinha com quem desabafar ou um ombro amigo, aquilo me doía mais. Eu ainda não acreditava no que o Luan tinha feito, eu estava muito confusa, devia ter deixado ele se explicar. Mas o ódio e a raiva do momento falaram mais alto. Era quase meia noite então decidi voltar para aquela casa. Na entrada do condomínio, vi o Luan parado, estava passando reto dele mais ele me puxou pelo braço e falou chorando.
— Eu vi você saindo e te esperei aqui, deixa eu contar o que aconteceu?….eu to mal demais da conta…. por favor deixa eu fala?!
— Luan eu não quero falar com você, eu to machucada, eu to triste e infeliz, derrubada. O meu mundo acabou de cair em um lugar cheio de espinhos, acho que é ai o lugar dele, acho que o meu destino é sofrer pra sempre e não ter alegrias. - disse aos prantos
— Eu te amo, aquela maluca me agarrou! Eu juro amor.
— Você não podia ter feito isso comigo, por que você fez cara? Eu já sofri demais nessa vida você sabe. Por que você me deu mais essa tristeza?
— Ahhhh Gaby para fala assim! Eu te amo! Eu juro, eu jamais teria beijado aquela garota, eu tava lá pra te fazer uma surpresa. Você realmente acha que eu iria na sua casa e beijar tua irmã? Amor por favor….
— Me solta Luan! Eu quero entrar, eu preciso pensar, eu to muito confusa eu to sofrendo muito, parece que não vou aguentar. Dói muito.
Ele me soltou e eu entrei de quieto para ninguém perceber, mas já estavam todos dormindo. Entrei no meu quarto, nem conseguia olhar para a cama, onde tudo aconteceu. Aquela cena voltava na minha mente. Eu chorava muito, mais já estava mais calma, só então percebi o buque de flores e a caixinha roxa, o perfume dele ainda estava no ar, aquilo me torturava ainda mais, decidi abrir a janela e então vi que ele escreveu no mural ao lado da nossa foto dentro de um coração:
AMOR ALÉM DA VIDA
Aquilo me corroeu, eu não sabia o que fazer, minha vontade era de sair correndo pros braços dele, mas meu orgulho falava mais alto e eu não conseguia perdoar, e nem pensar com clareza. Ele podia estar certo. Passei a noite em claro sentada numa poltrona que tem em frente à cama olhando e lembrando a cena. O que tinha tudo para ser um dia feliz se tornou um pesadelo. Quando o dia clareou, eu decidi não sair de casa, liguei no serviço e pedi uma folga, e a vera me deu, ela percebeu que eu não estava bem, passei o dia trancada no quarto pensando. Meu celular tocava a cada dez minutos, era ele, mas eu não atendia as ligações. Era horrível olhar para o mural com nossas fotos e lembrar de tudo o que aconteceu, mais aquilo foi bom, me fez pensar e refletir.
A tardezinha estava caindo quando Silvia bateu na porta:
— Querida sou eu..
— Silvia eu quero fica sozinha
— Me deixa fala com você Gaby, eu quero te ajudar.
Abri a porta e deixei ela entrar. Ela sentou na cama e eu na poltrona olhei pra ela e comecei a chorar, então ela se ajoelhou no chão e me abraçou apertado.
— Querida eu to aqui com você, me conta o que aconteceu.
— Eu… eu… entrei aqui no quarto e vi eles na cama se beijando.
— Meu Deus… como a Taty pode fazer isso. – ela falou decepcionada. Então olhei para ela.
— Você acredita que o Luan não tem nada a ver com isso? Que foi armação da Tatyane?
— Claro que sim! Ela é minha filha, e eu conheço ela, ela te ameaço e eu tenho certeza que foi ela e só ela.
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