quarta-feira, 25 de abril de 2012

31

No outro dia ele me levou para um lugar ainda mais lindo, se é que era possível… Um lugar cheio de rochas gigantes. Nós dois andávamos descalço pelas rochas , entre elas passava uma água corrente não muito forte. Era lindo e meio escorregadio, sentamos na rocha mais alta e ficamos observando o nascer o sol, tomando conta do céu de mansinho como se fosse engolir o céu com sua beleza, conforme os raios iam surgindo  iluminavam e aqueciam nós dois e uma leve brisa nos tocava, o som das águas entrando em choque junto com o canto suave dos pássaros fazia eu me sentir próxima ao paraíso. Conhecer lugares tão lindos ao lado dele era surreal, um misto de sensações, simplesmente incrível. Quando decidimos voltar para o hotel tomar café o Luan se levantou e me deu a mão, eu tinha um pouco de medo, pois não sabia nadar. Quando me levantei eu escorreguei e estava bem próxima do fim da pedra, fui com tudo pra água. O Luan entrou em desespero e se jogou atrás de mim, eu fui pra baixo da água, uma aflição enorme não podia respirar e a agonia era enorme. Então senti a mão do Luan me puxando, ele tava agarrado em uma pedra com um braço e com o outro me segurava com toda força.
— Você ta bem amor?- perguntou desesperado
— Agora to, você me salvou mais uma vez. - então o abracei e conseguimos sair dali. Quando chegamos na terra eu deitei, olhei pra ele e disse:
— Parece que eu soltei do mundo e segurei só na sua mão… - ele olhou pra mim riu, ainda nervoso suspirou e me beijou.
— Que susto mor… - ele me beijou novamente e fomos embora em seguida.
Chegando ao hotel o Luan fez um fuzuê. Disse que eu precisava ir ao médico, tava desesperado, mesmo eu dizendo que não precisava ele insistia que eu fosse examinada. Para parar de uma vez com aquela agonia dele eu aceitei em ir ao médico, mesmo sabendo que estava tudo bem. Ele só se acalmou quando ouviu o médico dizer que foi só um susto e que eu estava ótima. Depois disso tudo… o Luan cumpriu sua agenda de shows e voltamos para Londrina, nossas férias maravilhosas tinham acabado.
Quando chegamos a Londrina, o Luan me deixou na porta de casa, nos despedimos com um beijo e entrei para arrumar as minhas coisas. Ainda não tinha ninguém em casa.
O Luan foi para a sua casa, abraçou seus pais e sua irmã e foi para o seu quarto. Até que o seu telefone toca.
— Alô?
— Oii Luan, é a Stefane, tudo bem?
— Tudo ótimo! O que você quer?- perguntou impaciente
— Eu preciso falar com você! É muito importante!
— Como assim? Fala de uma vez então, você sabe que eu sou uma pessoa ocupada… ainda mais pra você…
— Eu não posso falar pelo telefone. É um assunto sério! Eu to chegando em Londrina amanhã, onde a gente pode se encontra?
— Pode ser naquele restaurante aqui no centro que eu costumo ir?
— Tah ok! Agora tenho que desligar… amanhã a gente conversa! Tchau.- desligou

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